domingo, 29 de novembro de 2015

Jovens fazem sexo por um lanche na Grécia


Um estudo feito com 17 mil prostitutas durante três anos na Grécia mostrou que jovens gregas estão fazendo programa pelo preço de um sanduíche, após seis anos de austeridade no país. A pesquisa, publicada nesta sexta-feira pelo professor de sociologia da Panteion University em Atenas Gregory Laxos, também advertiu que o sexo oferecido por elas é o mais barato da Europa.

Além disso, quem está dominando a indústria da prostituição no país são as próprias gregas (80%), e não mais mulheres do Leste Europeu. A maioria delas começa a fazer programa ainda jovem na Grécia. A idade média das iniciantes está entre 17 e 20 anos.

“Algumas mulheres fazem isso somente por uma torta de queijo, ou um sanduíche porque estão com fome”, disse Gregory, segundo o Washington Post. “Outras [fazem isso] para pagar impostos, contas, despesas urgentes ou conseguir drogas rapidamente”, acrescentou.

Antes da crise econômica, o programa na Grécia custava em média 50 euros (199 reais), segundo Gregory. Agora, o preço de 30 minutos caiu para 2 euros (8 reais).

Gregory lembrou que esses casos “desesperados” podiam ser os de milhares de prostitutas, mas eles só se tornaram “tendência” depois da crise financeira. 

O professor se confessou pessimista: “Não parece que esses números vão cair”.

O estudo foi publicado cerca de um mês depois de uma reportagem chocar a Grécia: uma mulher, de 44 anos e desempregada, foi sentenciada a 33 anos de prisão e a pagar 100 mil euros (399 mil reais) de multa por prostituir sua filha, 12 anos. A mãe oferecia aliciava a garota para homens aposentados e até um padre. 

Gregory afirmou que o choque do país “reflete a negação da sociedade a respeito das mudanças que estão acontecendo” na Grécia. “As autoridades do Estado devem finalmente agir, ao invés de continuar indiferentes”, declarou o professor.