sábado, 31 de outubro de 2015

UM GRITO NA ESCURIDÃO

CONSIDERAÇÕES SOBRE A BAJULAÇÃO, PUXA SAQUISMO E A BABAÇÃO!

Os biógrafos de grandes homens afirmam com muita veracidade que “por trás de um grande homem, está sempre uma grande mulher”.

Na maioria dos casos, esta afirmação se confirma com muita nitidez, em outros não.

Mas retornando ao assunto, tema deste artigo, nós podemos afirmar, sem medo de errar que “em torno de pessoas importantes ou que  se destacaram por quaisquer motivo em uma comunidade, circulam em seu redor um batalhão de bajuladores e puxa-sacos”. Qual é a diferença entre os dois? O bajulador e o puxa-saco.

Muitas vezes, eles se confundem. Existe uma pequena diferença. Muito tênue. Tão pequena, que muitas vezes se torna invisível a olho nu. Senão  vejamos!

O bajulador é aquele que só tem palavras de elogios para com o seu chefe.Esquece até em casos que o seu chefe não merece o elogio. Geralmente o bajulador não tem vínculos de trabalho empregatício. Com o chefe. Ele é muito sutil. Um dia, não muito distante eu serei recompensado pelo o meu trabalho. É assim que pensa e planeja o bajulador.

Já o puxa-saco geralmente tem um vínculo de trabalho. Na maioria dos casos ele é funcionário do chefe que ele ama e puxa o saco com tanto afinco. Ele tem um grande respeito pelo o seu chefe. Ele o defende em todas as situações, mesmo quando o chefe está errado. Pra ele o chefe sempre ta certo. O chefe é o dono da verdade, em todas as situações.

Contudo existe o puxa-saco sem vínculo de emprego. É aquele puxa-saco na esperança de dentro em breve arranjar um emprego e só assim, com mais razão, fazer jus ao seu papel de puxa-saco.

Como vocês podem observar, é quase imperceptível a diferença entre um e outro. Todavia os dois se completam na tarefa de prejudicar o chefe.

O parecer, a opinião do bajulador e do puxa-saco é uma só. O chefe sempre está certo, o chefe não erra. O pensamento do chefe é o correto e ninguém pode dizer o contrário sob pena de contrariar o chefe.

E aqui vai o conselho de alguém que viveu muito e aprendeu, que na hora de tomar decisões, senhores chefes, se afastem dos falsos amigos, bajuladores e puxa-sacos, por uma distância mínima de mil metros.

Ao tomar decisões se acerque de amigos verdadeiros para aconselhamento. Amigos verdadeiros são aqueles que lhes contraria, são aqueles que tem a coragem de lhes dizer a verdade quando você está errado e lhes apóiam quando você está certo.

Amigos verdadeiros não dizem amém a tudo que o chefe pensa. Amigos verdadeiros discordam, porque sabem que o ser humano, todos são passíveis de erros e falhas e portanto não permite um amigo cair no buraco, simplesmente pelo fato de não querer discordar ou contrariar o mesmo.

Existe uma outra figura pitoresca que também rodeia os chefes. É a figura do babão. O babão é o mesmo puxa-saco, só que um puxa-saco mais sofisticado e com maestria, ele consegue desempenhar o seu trabalho e o seu papel com perfeição na sociedade. Ele é tão cuidadoso que” baba um ovo sem melar o outro”. Se por um acaso derem um tiro nas partes baixas do chefe, com certeza a bala acertará os dentes do babão que estiver de plantão, porque são muitos babões para cada chefe, daí porque tem que haver um escalonamento para os babões exercerem sua profissão satisfatoriamente. Um ou dois babões ao mesmo tempo, o chefe suporta sem reclamar e até com alegria.

Todavia o acúmulo de vários babões ao mesmo tempo não tem chefe que aguente e passa a perder a paciência que Deus lhe deu.

Portanto senhores chefes, se vocês tem dificuldades, tem problemas e quer se livrar de alguns destes personagens indigestos ou intragáveis me procurem que tenho algumas receitas milagrosas, verdadeiros repelentes contra babões, bajuladores e puxa-sacos. Se por acaso, alguém se chatear com o que escrevo, por favor desconsidere e não demonstre, pois se assim o fizer, você assume e confessa fazer parte desta estranha confraria.

Até o próximo “GRITO NA ESCURIDÃO”, Se Deus quiser.

Por Róbson Diniz