quinta-feira, 29 de maio de 2014

Denúncias vêm de "partidos que não querem discutir com a sociedade", diz Eunício


O senador Eunício Oliveira (PMDB) disse estar “pasmo e indignado” com batida da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira, 29, na Câmara Municipal e sede do PMDB no Ceará. Classificando denúncia que motivou a ação como fruto de “arapongagem”, o senador insinuou que acusações viriam de"partidos que não querem ouvir a sociedade”.

“O PMDB não fez nada de errado, estava apenas ouvindo a sociedade. Existem partidos que não querem ouvir a sociedade, acham que ela não pode participar. Aí não querem que os outros ouçam”, disse o senador.



Na manhã desta quinta-feira, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal e sede do PMDB cearense. A batida fazia parte de investigação que apura campanha antecipada e suposto uso da máquina do Legislativo para apoiar candidatura de Eunício Oliveira ao Estado. A mesma decisão suspendeu encontros do PMDB no interior.

Segundo a denúncia, veículos da Casa teriam sido utilizados para transportar vereadores para evento pró-Eunício. “Isso é coisa de um araponga, conhecido por fazer essas coisas, que estava acompanhando nossos eventos. Ele fez denúncia ao Ministério Público dizendo que tinha apito dentro do partido. Eu não sei nem o que é isso, é aquele negócio de soprar?”, disse.

O senador compara ainda a ação com repressão existente durante a ditadura militar. “Quanto medo, quanta assombração o PMDB está causando. Eu, sinceramente, estou pasmo e indignado, nem na ditadura nós vimos partido político sendo invadido”, disse.