sexta-feira, 28 de junho de 2013

Domingo, no Maracanã, o jogo que o mundo quer há cinco anos

Desde que a Espanha deixou o “quase” para trás, em junho de 2008, ao bater a Alemanha por 1 a 0 na final da Eurocopa da Áustria e da Suíça, quem conhece de futebol está ansioso por um confronto entre duas seleções: Brasil e Espanha. Por mais que a trajetória da seleção brasileira neste período seja equiparada a de uma montanha-russa, todos vêm esperando um duelo entre a maior vencedora do futebol contra uma força que é perfeita há um ciclo e meio.

Como o último amistoso entre as duas seleções foi em 1999 (parece que as duas confederações têm evitado o duelo na última década), Brasil x Espanha tiveram duas chances de se enfrentar desde 2008, as duas na África do Sul. Em 2009 a Espanha falhou em ir à decisão da Copa das Confederações, perdendo para os Estados Unidos por 2 a 0 na semifinal. O Brasil avançou e foi campeão. Um ano mais tarde, foi a vez dos brasileiros falharem na Copa do Mundo, enquanto os espanhóis foram campeões, batendo os holandeses (algozes do Brasil) na decisão.
No próximo domingo esse aguardado Brasil x Espanha finalmente será realizado, valendo um título e em um lugar mítico: o Maracanã. Um dia para nunca mais ser esquecido na história do futebol. Um Brasil renascido, encorpado, de bem com o povo e com a força de muitas individualidades. Contra uma Espanha hegemônica, madura e com a força de conjunto pouco visto.
Curiosamente, o Brasil chega à partida com um sentimento melhor do que a Espanha. A arrancada dentro da Copa das Confederações, a consolidação de uma equipe (com vários pontos a serem acertados), a comoção popular em torno do time, Neymar aparecendo e vitórias interessantes sobre alguns adversários de valor deixam o astral em alta.
Do outro lado, a Espanha vem completamente desgastada após uma prorrogação e pênaltis contra a Itália. Mas o que deixa mais preocupação é a forma como a Espanha atuou contra os italianos. Um time estático, sem conseguir marcar à frente, sem impor seu toque de bola e sem velocidade e impetuosidade pelos lados, até a entrada de Jesus Navas. Alguns jogadores foram mal, especialmente Xavi, a alma da equipe. E pelo que os dois times jogaram no tempo normal, a Itália merecia vencer. Foi bem melhor e tirou os espanhóis de normal (chegaram a fazer chuveirinho na área). Na prorrogação, a Espanha teve mais gás, dominou e poderia ter vencido.
A questão é o que vai prevalecer: a empolgação pelo caminho achado nesses 30 dias do Brasil ou o jogo consolidado da Espanha nos últimos dois ciclos? Sabendo, claro, que o que interessa de verdade é a Copa do Mundo, daqui a um ano. Mas até lá, a espera de cinco anos por um Brasil x Espanha virou uma espera de três dias. Que na prática, vai parecer uma década!